quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ética na certificação

Vamos ganhar pela insistência.
Existe no mercado diversos meios de se adequar para a certificação. Consultores autônomo, no meu caso, empresas de consultoria mas certificadoras que prestam serviço de consultoria incluído com o processo de auditoria e certificação não tem cabimento. IMORAL, ILEGAL E ANTI-ÉTICO.

Qual certificadora será louca de não dar o certificado para uma empresa que prestou consultoria? Você armazenador que está investindo no processo de certificação, tem que zelar pelo setor e realmente fazer jus ao seu patrimônio. Não caia nesse conto do vigário, denuncie ao INMETRO.
Caso uma unidade armazenadora venha a fazer a consultoria e a auditoria com uma certificadora e ficar evidênciado que a certificadora fez a consultoria, o INMETRO pode tirar a certificação da unidade e proibir a certificadora de realizar a certificação em outras unidades. A falta de credibilidade com exportadores e consumidores será bastante afetada caso isso venha acontecer.

Procure no mercado empresas que não possue ligação com certificadoras ou profissionais autônomos para realizarem a consultoria. É bem mais ético e você ainda pode ficar tranquilo quanto a certificação da sua unidade.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Respostas para as perguntas . . . .

  1. Sua safra tem como destino um armazém mal planejado, que foi reaproveitado para armazenar café por exemplo. Saiba que a sua produção pode acabar totalmente inaproveitada. Aspectos construtivos como drenagem, estrutura do lanternin, em qual sentido o comprimento do armazém é localizado, norte-sul, leste-oeste, isso faz com que o grão armazenado neste local tenha uma grande chance de deteriorar seja pela umidade ou por contaminação por roedores.
  2. Volto a falar sobre a soja e o milho usado para a ração. Não é só porque você vai usar esses grãos para ração que não terá um cuidado com ele. E pode acreditar, existe sim a diferença de um grão bem armazenado renda maior energia, maior ganho de peso de que um grão mal armazenado, com possibilidade de fungos e toxinas e que não tenha a energia que um grão sadio tem. Vende uma ração para um grande empresa de suínos, frangos ou leite e se for usado um grão ruim, pode ter certeza, nunca mais venderá para essa grande empresa.
  3. Apesar do CREA e outros orgãos exigirem um responsável técnico, é obrigação do diretor do armazém realize uma cobrança de diminuição de perdas, acompanhamento do grão armazenado não esteja sofrendo uma super-secagem ou ganho na umidade fazendo perder massa e no outro caso ocorrendo a possibilidade de fungos. ART, faça a sua parte também. Você tem que honrar sua profissão. Não seja um canetinha de ouro, porque um dia que a bomba estourar sobre qualidade do grão pode ter certeza que explode no seu colo.
  4. Apesar da Lei 9.973 de 29/05/2000 cobrar a certificação para todos os armazéns que prestam serviço para terceiros, isso é básico! Afinal, de uma forma ou de outra o grão armazenado vai ser seu alimento um dia e você, consumidor, pode pagar o pato por isso. Você sabia que grande parte do cancêr de estomago estão ligados aos alimentos? Fique atento. Seu armazém tem que ter o mesmo perfil de uma grande empresa como segurança do produto que fabrica, qualidade e não quantidade, e ORGANIZAÇÃO!
  5. Como já comentei na resposta 3. Se o ART da unidade armazenadora não estiver presente, mostrar a forma adequada de armazenagem, ter conhecimento na área (atribuição é diferente de qualificação), pode ter certeza que a probabilidade de algo ocorrer com seu grão é altissíma.
  6. Para não ser repetitivo com palavras, vamos mostras números.

O produtor tem uma carga de 10.000 t e armazena em um determinado armazém. O mesmo produtor para verificar a qualidade dos armazéns na região armazena a mesma quantidade em outro (10.000t). Todas as cargas devidamente secas e já realizada o desconto de impurezas.

Ao final de um ano, um armazem entrega a carga com boa aparência, e o produtor fica satisfeito.

O outro entrega também o grão também com boa aparência.

Mais ao ser usado o grão do primeiro armazém, o milho não rendeu a quantidade de energia necessária. Acho que o zootecnista errou na formulação da ração, que o animal dele está doente e o veterinário não cuidou. Mais ao lembrar do milho, achou que estava tudo certo. Porém o milho era só a carcaça. Não tinha matéria seca em quantidade normal para o grão.

O que aconteceu com a outra carga foi totalmente diferente. Animais sadios, com ganho de peso acima do esperado, tempo de abate menor e com isso maior lucratividade.

Você ainda tem dúvidas de onde armazenar? Pense nisso senhor armazenador. Todas essas respostas servem tanto para você quanto para o produtor.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Perguntas Frequentes

  • Como você, produtor rural, armazena sua produção?
  • Você que é cooperado, a ração que você compra rende mesmo a quantidade que espera? O seu animal engorda mais com aquela ração do que com esta?
  • O armazém possui um responsável técnico que realmente visita a unidade e emite laudos?
  • Seu armazém está voltado para a profissionalização do setor?
  • Tem foco para a diminuição das perdas?
  • Tem a consciência de que grão bem armazenado para ração ou consumo humano é MUITO IMPORTANTE?

Responda essas questões. Amanhã dou meu parecer sobre o sistema de armazenamento de grãos.