Não entendeu o título?
Hoje na aula de mestrado na UFLA (que por sinal é onde tem o melhor curso de engenharia agricola do Brasil) estava prestando a atenção como a semente é tratada desde a pós-colheita até a embalagem.
E numa dessas "viajadas", perguntei-me: Porque o grão não tem o mesmo tratamento que a semente tem?
Resposta simples e direta. Semente é cara, grão não.
Mas e qual é a diferença? Todo grão quer ser semente!! Grão foi descartado porque não tinha vigor, poder de germinação, apresenta danos visuais ou latentes e isso o torna excluído de uma UBS (Usina de Beneficiamento de Sementes).
Agora, e a qualidade da semente nos termos de composição de óleos, proteínas, carboidratos? É muito maior que no grão. Semente tem um cuidado extremo na secagem, forma de colheita, armazenamento e isso tudo dá o privilégio no tratamento.
Tudo bem que pode tornar inviável economicamente tratar toda a safra do Brasil de grãos como semente. Mas que a qualidade do grão seria muito maior se a temperatura do ar no secador não fosse aumentada quanto a fila de caminhões aumentar, em regiões com temperatura ambiente maior que 20°C resfriar o grão. Tudo isso procurando manter a qualidade do grão para a ração.
Não coloque a culpa no retireiro se seu rebanho tem picos de produção. Preste atenção na procedência da ração, na qualidade do milho e soja que é usado. Fazendo isso, ai sim começa a pensar em qual o ponto o senhor criador precisa melhorar para ganhar produção. Consulte um profissional da área e cobre um engenheiro agrícola na fábrica da qual compra a ração.
Boas matérias. Parabéns.
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